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Direto do Cinema: “Amor sem escalas”

Tue, Feb 16, 2010

Filmes

Sim senhores. Eu sei que este post está completamente atrasado. Sei ainda mais que o blog está meio desatualizado, mas, enfim, são as coisas da vida e não podemos ir contra a vida não é? Mas vamos ao que interessa, porque eu assisti a uma ruma de filmes neste carnaval e vou falar sobre eles porque, enfim, estou escrevendo para este blog!

E o primeiro filme que eu irei comentar é Up in the Air, que ficou traduzido no Brasil como Amor sem escalas. E aqui já fica logo a minha primeira crítica sobre certas traduções brasileiras. Up In the Air NADA tem a ver com O Amor está no Ar. Quem assistiu o filme sabe do que eu estou falando, mas vamos continuar que é o melhor que fazemos.

Amor sem escalas

Amor sem escalas tem a seguinte sinopse:

Pago para viajar pelos Estados Unidos despedindo funcionários de empresas em crise, Ryan Bingham sempre se contentou com um estilo de vida desapegado, passado em meio a aeroportos, hotéis e carros alugados. Ele consegue carregar tudo o que precisa em uma mala de mão, é membro de elite de todos os programas de fidelidade existentes e está próximo de atingir 10 milhões de milhas voadas.

Mas quando o chefe de Ryan, inspirado por uma eficiente e novata funcionária, ameaça mantê-lo permanentemente na sede da empresa, ele se vê entre a perspectiva – ao mesmo tempo aterrorizante e agradável – de ficar em terra firme, contemplando o que realmente pode significar ter um lar.

Enfim, até o presente momento o leitor não consegue identificar onde o amor entra não é? De certa forma, neste filme, ele não entra. O filme em si fala mais das condições que a pessoa enfrenta no seu dia-a-dia, o quão apegados somos aos afazeres e tarefas que permeiam a nossa vida e como levamos um verdadeiro choque de realidade quando algo novo surge ou um desafio que quer nos tirar do agrado que já temos da vida.

Com um roteiro e direção cativante de Jason Reitman (Obrigado por Fumar e Juno), o filme consegue prender a nossa atenção ao mostrar George Clooney num dos seus melhores papeis da atualidade. Ele como Ryan Bingham, um homem com os seus 40 e poucos anos, sem qualquer apego a uma vida normal, demostra a que ponto podemos chegar quando não encontramos um objetivo na vida, ou ele foi teoricamente alcançado.

A trilha sonora condiz muito com o próprio filme, assim como a fotografia e a atuação agradabilissima de Anna Kendrick, como a nova funcionária, chamada Natalie Keener, que traz a metologia que Bingham usa anos, assim a Bingham de saias Alex Goran, interpretada pela ótima atriz Vera Farmiga.

Enfim, não tenho muito a dizer do filme, além de conseguir demostrar um pouco do retrato do que aconteceu com os Estados Unidos na crise economica atual, como história de fundo, algo bem fiel do que muitos dos americanos estão passando.

Com atuação estonteante de George Clooney, direção competentissima de Jason Reitman, este é o típico filme que vale a pena ser assistido no cinemas, só, ou acompanhado.

Nota: 8/10.


1 Comentário(s)

  1. Flavius Júnior disse:

    gostei muito desse filme, apesar de não ter um final feliz, é bem bacana o jeito que a trama se desenrola, bem ao estilo da vida real, já minha mulher não gostou tanto porque não tinha um final feliz. :P

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